A Organização Regional de Braga traz à Festa um pouco da identidade, da história e da cultura popular minhota.
Este ano, o espaço da Organização Regional será dedicado aos instrumentos musicais tradicionais do Minho, homenageando o património cultural construído pelo povo e transmitido de geração em geração. A decoração do pavilhão dará destaque à viola braguesa, ao cavaquinho, à gaita de foles, à flauta pastoril, ao bombo, ao tambor e a outros instrumentos que, ao longo de séculos, acompanharam o trabalho, a festa, o convívio e as lutas das populações.
Mais do que simples instrumentos musicais, estes são expressão da criatividade popular, da identidade colectiva e da riqueza cultural da nossa região. A música tradicional minhota nunca esteve desligada da vida do povo. Esteve presente nas romarias, nas desfolhadas, nas vindimas e nas festas populares, mas também em momentos de resistência, de afirmação da identidade e de esperança num futuro melhor. Em muitos momentos da história, foi através da música, da cantiga e da cultura popular que se preservou a memória colectiva, se fortaleceram os laços de solidariedade e se deu voz às aspirações de quem vivia do seu trabalho.
Esta opção representa também uma afirmação da política cultural que o PCP defende: uma cultura ao serviço do povo, acessível a todos, que valorize os criadores, preserve o património material e imaterial e promova a identidade cultural sem a transformar numa mercadoria. A cultura popular não é uma relíquia do passado; é uma realidade viva, que importa conhecer, preservar e projetar para as novas gerações.
A Organização Regional de Braga procura, uma vez mais, dar expressão ao melhor da nossa região: às suas tradições, ao seu artesanato, à sua gastronomia, ao seu património cultural e às suas gentes, contribuindo para fazer da Festa um grande espaço de convívio, fraternidade, cultura e intervenção política.
Porque a Festa do Avante! é também um lugar onde se afirma que a cultura é um direito do povo e um instrumento de emancipação, o espaço da Organização Regional de Braga será mais uma demonstração de que as raízes culturais do Minho continuam bem vivas e fazem parte da luta por uma sociedade mais justa, desenvolvida e democrática.

Gastronomia
Restaurante
Bacalhau à Braga, Arroz de Pato. No Domingo, será servido uma massa à minhota Vinho verde, branco e tinto, de adegas da região
Tasca
Pataniscas, prato de salpicão com pão e azeitonas, caldo verde, sopa de legumes, bifanas à minhota, pratinhos de rojões Vinho verde, branco e tinto, fresco como convém
Doçaria
Frigideiras de Braga, Clarinhas, Charutos, Queijadinhas, Barcas do Cávado, Casadinhos, entre outros doces característicos da região

Artesanato
A Organização Regional de Braga apresenta uma mostra diversificada do artesanato da região, reunindo trabalhos em palha, a tradicional cantarinha de Guimarães, brinquedos e instrumentos musicais de madeira para crianças, peças de olaria de Barcelos e outras criações de artesãos do distrito. O espaço contará também com cavaquinhos construídos por artesãos da região, valorizando a tradição, o saber-fazer e a identidade cultural minhota. Nesta edição estarão presentes peças certificadas dos oleiros Irmãos Mistério, Irmãos Baraça, Conceição Sapateiro, Júlia Cota, Manuel Macedo, António Ramalho, João Ferreira, Eduardo e Jesus Pias, Laurinda Pias, Carlos Dias e Irene Salgueiro, a par de novidades e trabalhos de artesãos emergentes. Uma mostra que celebra a riqueza e a diversidade do artesanato minhoto, dando a conhecer tanto a criação tradicional como novos artesãos e novas formas de expressão.


